Análise da produção de água e de sedimento em uma microbacia experimental com a aplicação do modelo SWAT
Nadia Hidemi Yano Lopes
Fabio Bertini Godoy Masato Kobiyama
1. Introdução
O transporte de sedimento pode
causar, pelas partículas em suspensão, a degradação da qualidade de água para
os usos humanos (consumo, atividade industrial e agrícola, além da recreação);
além de impedir a penetração da luz e calor, reduzindo a atividade da
fotossíntese necessária à salubridade dos corpos de água e alterar a vida
aquática. Ainda, o sedimento do leito pode prejudicar a navegação ou elevar o
nível de água provocando enchentes locais mais freqüentemente. No entanto,
existe um efeito benéfico, os sedimentos carregam nutrientes, fertilizando
terras já formadas e ainda, dependendo da concentração de sedimentos, permite
transportar microrganismos ou matéria orgânica que melhora a fauna fluvial (CARVALHO,
1994).
Zabaleta et al.
(2007), mostraram a variabilidade na produção de sedimentos em suspensão (SS)
em uma bacia hidrográfica de evento para evento, e associaram esta variação a
diferentes caminhos em proporção aos fatores físicos e antropogênicos que
controlam a produção e o transporte de sedimentos que interagem em cada evento.
De acordo com Carvalho (1994), 70% a 90% de todo o sedimento transportado pelos
cursos de água ocorrem no período de chuvas, principalmente durante as fortes
precipitações.
Portanto, o conhecimento da
dinâmica e da qualidade da água e do sedimento transportado é de fundamental
importância para estudos na bacia hidrográfica, projetos de obras hidráulicas e
estudos ambientais. Quaisquer manejos dos recursos naturais necessitam uma
avaliação precisa em relação aos aspectos sedimentológicos, com vistas ao
desenvolvimento sustentável.
As áreas propensas à erosão
tornam-se desenvolvidas, por isso a necessidade de modelos que possam predizer
e prever na escala da bacia hidrográfica o efeito da incidência de erosão e o
resultado da produção de sedimentos (BURTON e BATHURST, 1998). Desde modo, o
modelo Soil and Water Assessment Tool (SWAT)
foi desenvolvido no início dos anos 90 pelo Dr. Jeff Arnold do United States Department of Agriculture
(USDA) para auxiliar os gestores de recursos hídricos na avaliação de impactos
de manejo e clima no abastecimento de água e na poluição de fontes não pontuais
em bacias hidrográficas.
O objetivo do presente trabalho é analisar a produção de
água e de sedimentos pelo modelo Soil and
Water Assessment Tool (SWAT) numa microbacia experimental escola
na região norte do estado de Santa Catarina.
2. Modelo Soil and Water Assessment Tool (SWAT)
O SWAT (Soil and
Water Assessment Tool) é um modelo matemático de parâmetro distribuído
(quando as variáveis e parâmetros do modelo dependem do espaço e, ou, do tempo)
que foi desenvolvido em escala de bacia hidrográfica com a finalidade de predizer
o impacto de práticas de manejo do solo em relação à água, sedimento e produção
química agrícola em bacias hidrográficas complexas não instrumentadas com
variação de solos, usos e coberturas do solo e condições de manejo sobre longos
períodos de tempo (SRINIVASAN et al., 1994; NEITSCH et al., 2005).
O modelo é baseado em uma estrutura de comandos para
propagar o escoamento, sedimentos e agroquímicos através da bacia. Os maiores
componentes do modelo incluem hidrologia, clima, sedimentos, temperatura do
solo, crescimento de plantas, nutrientes, pesticidas e manejo agrícola (ARNOLD
et al., 1998). A bacia hidrográfica primeiramente é dividida em sub-bacias com
base no relevo e então estas são englobadas em unidades de resposta hidrológica
(URH) de acordo com a distribuição dos usos e cobertura do solo e dos solos
O SWAT fornece duas possibilidades de calcular o escoamento
superficial: (1) Método da Curva Número (CN) (USDA, 1972) que relaciona o
escoamento superficial ao tipo de solo, uso da terra e práticas de manejo (ARNOLD
et al., 1995); (2) Método de infiltração Green e Ampt. A produção de sedimentos
é estimada pela Equação Universal de Perda de Solos Modificada (Modified Universal Soil Loss Equation -
MUSLE) (WILLIAMS et al., 1997).
O modelo necessita de dados de entrada matriciais como modelo
digital do terreno (MDT), solos e usos e cobertura dos solos e de dados tabulares
como precipitação, temperaturas máxima e mínima, radiação solar, velocidade do
vento, umidade relativa. Segundo Machado (2003), a maior limitação ao uso de
modelos é a dificuldade em trabalhar a grande quantidade de dados que descrevem
a heterogeneidade dos sistemas naturais. Por essa razão, Di Luzio et al. (2001), uma interface foi
desenvolvida entre o SWAT e o ArcView.
3.
Área de estudo
O presente trabalho está inserido nos projetos
“Monitoramento e modelagem hidrossedimentológica de bacias hidrográficas rurais
na região serrana catarinense” e “Monitoramento e modelagem
hidrossedimentológica da bacia hidrográfica do Alto Rio Negro – Região sul
brasileira”, na qual estão instaladas sete microbacias experimentais localizadas
nos municípios de Mafra e Rio Negrinho como mostra a Figura 1.
As sete microbacias experimentais estão numa latitude
média de 26º 26’
S e longitude média de 48º 08’
W. No município de Rio Negrinho está situada duas microbacias caracterizadas
pelo reflorestamento de Pinus taeda
(P1 e P2), uma por agricultura de soja (A) e uma mista (M1) caracterizada pelo
mosaico dos usos do solo de reflorestamento, agricultura e vegetação
pertencente a bacia do rio Feio, existe na bacia do Rio Corredeiras a Fazenda
St Alice onde está localizada uma bacia mista (M2). No município de Mafra estão
situadas duas microbacias experimentais de vegetação secundária (N1 e N2), que
pertencem à bacia hidrográfica do rio Bituva Papuã. Kobiyama et al. (2007) explicaram
que estas microbacias foram construídas para entender as influências
hidrológicas dos diferentes usos do solo nesta região caracterizada
economicamente com reflorestamento de pinus e ambientalmente com Floresta
Ombrófila Mista.

FIGURA 1 – Localização das microbacias
experimentais.
No Planalto Norte Catarinense predomina o clima do tipo
Cfb, segundo Köppen, que se caracteriza por ser temperado, constantemente
úmido, sem estação seca e com verão fresco (temperatura média do mês mais
quente < 22ºC). A temperatura média anual varia de 15,5ºC a 17,0ºC, a
precipitação pluviométrica total anual pode variar de 1.360 a 1.670 mm, com o total
anual de dias de chuva entre 138 e 164 dias. A umidade relativa do ar pode
variar de 80 a
86,2% (Epagri/Ciram, 2006).
Esta região apresenta a altitude média de 792m. A formação
geológica predominante são rochas sedimentares paleozóica (arenito e folhelho)
que demonstram estratificação horizontal, e o relevo geral é moderado com a
presença de pântanos nas áreas de cabeceiras (KOBIYAMA et al., 2007). A
Floresta Ombrófila Mista é o tipo de formação florestal predominante na área de
estudo e caracterizava-se, principalmente, pela presença da araucária (Araucaria angustifolia) no estrato
superior e por uma submata heterogênea formada por imbuia (Ocotea porosa), canela sassafrás (Ocotea odorifera) e xaxim (Dicksonia
sellowiana) (MEDEIROS et al., 2004).
A microbacia M2 apresenta uma área de 856,20 ha com altitude
variando de 837 a
1010m e declividade média de 2,05m/m. O uso predominante é de Pinus taeda com 55,45% de pinus novo
(variando de 2 a
5 anos) e 2,53% de pinus velho com cerca de 20 a 25 anos. O restante da
bacia é coberto pela vegetação nativa que abrange 42.02%.
De acordo com a EMBRAPA (2004), na microbacia M2 predomina-se
a Associação
Cambissolo Álico Tb A proeminente com textura argilosa junto ao solo Litólico
Álico A proeminente com textura média com 71,29%, seguido pelo Cambissolo álico Tb A proeminente com textura média
com 21,27% e pelo Cambissolo álico Tb A
moderado com textura argilosa que representam 7,44%.

FIGURA 2 – Uso do solo da microbacia M2.
A concentração de sedimentos em suspensão (CSS) (mg/l), a
altura de lâmina de água (m) e a precipitação (mm) têm sido continuamente
monitoradas pelas estações fluviométricas, que foram instaladas no exutório de
cada microbacia experimental, e pluviométricas desde novembro de 2006. Estas
variáveis são registradas no intervalo de 10 minutos e armazenadas num datalogger.
No presente trabalho foi analisado os dados coletados da
microbacia M2. A medição de vazão foi realizada pela determinação da
curva-chave com extrapolação pelo método de Stevens pelas Eq. (1) e Eq. (2)
Eq.(1)
na qual AR1/2
é p fator geométrico e H é a
altura de lâmina de água (m).
Eq.(2)
na qual Q é a
vazão (m3/s).
As curvas de nível no formato
shapefile na escala 1:25.000 com coordenadas geográficas UTM e projeção SAD69 e
espaçadas de 10 em 10 metros foram interpoladas no ArcGIS com o modelo de
interpolação TIN (Triangular Irregular Network), posteriormente este
arquivo foi transformado para dado matricial com resolução de 10 m. O mapa de solos da Embrapa
(2004) e o mapa de uso do solo gerado a partir de ortofotos do mês de abril de
2006 cedidos pela Prefeitura de Rio Negrinho foram transformados em dados
matriciais com a mesma resolução do MDT.
Foram realizadas 3 simulações para analisar o desempenho
do modelo como mostra a Tabela 1.
A simulação 1 consistiu em inserir dados pluviométricos
com intervalo de 10 minutos com a finalidade de simular a vazão superficial
pelo método de Green e Ampt e o restante dos dados climáticos diários entre 27
de janeiro a outubro de 2007 . A simulação 2 utilizou dados diários de
precipitação das estações da St Alice, Bituva e Feio desde setembro de 2006 até
novembro de 2007, os dados pluviométricos faltantes foram simulados com o
gerador climático com os dados médios cedidos gentilmente pelo Centro de
Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina
(CIRAM) pertencente à Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de
Santa Catarina (EPAGRI). A simulação 3 consistiu em utilizar dados diários de
precipitação das estações da St Alice e da empresa Battistella desde janeiro de
2006 até novembro de 2007.
TABELA 1 – Análise das vazões de pico observada e
simuladas.
|
Simulação
|
Intervalo de dados de precipitação
|
Estações pluviométricas utilizadas
|
Método de simulação que gera o escoamento
superficial
|
Período simulado
|
|
1
|
10 minutos
|
St Alice
|
Green e Ampt
|
Jan/07 a Out/07
|
|
2
|
diário
|
St Alice, Bituva e Feio
|
Curva Número
|
Set/06 a Out/07
|
|
3
|
diário
|
St Alice e Batistella
|
Curva Número
|
Jan/06 a Out/07
|
A calibração foi efetuada para o período compreendido
entre julho de 2007 a
outubro de 2007.
4.
Resultados e discussões
A microbacia foi delimitada automaticamente pelo software
ArcView e foi dividida em 49 sub-bacias baseadas no MDT. A URH foi definida de
acordo com o uso e o solo predominante presente em cada sub-bacia. Isto
resultou em um número de URH igual ao número de sub-bacias.
Os parâmetros utilizados para a calibração foram em
relação: (1) Ao solo: condutividade hidráulica saturada e quantidade de água
disponível no solo; (2) A rugosidade: ‘n’ de Manning para o rio principal e
seus tributários, ‘n’ de Manning para os usos e cobertura do solo; (3) A água
subterrânea: coeficiente de recessão; e (4) Ao manejo: curva número. A Tabela 2
apresenta o resultado das simulações calibradas com α = 0,05 e p = 0,00.
TABELA 2 – Análise das vazões observada e simuladas.
|
Simulação
|
r2
|
p
|
α
|
Equação
|
|
1
|
0,45
|
0,00
|
0,05
|
QObservada = 4,15+1,64, QSimulada1
|
|
2
|
0,52
|
0,00
|
0,05
|
QObservada = 1,71+1,50, QSimulada2
|
|
3
|
0,59
|
0,00
|
0,05
|
QObservada = 1,13+1,89, QSimulada3
|
Percebe-se que a simulação 3 atingiu melhor resultado
possivelmente pelo fato de que a entrada de dados climáticos é uma limitação do
modelo que necessita de uma série de dados climáticos extensa para que o ciclo
hidrológico estabeleça o equilíbrio e atinja um resultado satisfatório.
Observa-se na Figura 3, que apresenta as vazões observada
e simuladas no período entre 01/07/2007 a 01/10/2007 e a correlação entre a
vazão observada e a vazão simulada 3, que as simulações acompanharam o
hidrograma observado, no entanto superestimaram as vazões de pico.
Por este motivo, as vazões de pico e as vazões médias foram
analisadas para quantificar esta variação, e o resultado encontra-se nas
Tabelas 3 e 4.
|

|

|
|
(a)
|
(b)
|
|
FIGURA 3 – (a) Vazões
observada e simuladas no período entre 01/07/2007 a 01/10/2007; (b)
Correlação entre a vazão observada e a vazão simulada 3.
|
O resultado da Tabela 3 mostra que a maioria das
simulações obtiveram uma superestimação dos eventos, com exceção do evento 4,
na qual houve uma subestimação. A simulação 2 obteve melhor resultado na vazão
de pico. A superestimação da vazão de pico também foi encontrada no trabalho de
Benaman e Shoemaker (2005).
TABELA 3 – Análise das vazões de pico observada e
simuladas.
|
Evento
|
Início
|
Final
|
Vazão de pico
observada
(m3/s)
|
Vazão de pico
simulado
(m3/s)
|
% diferença na vazão
de pico
|
|
1
|
2
|
3
|
1
|
2
|
3
|
|
1
|
21/7/2007
|
28/7/2007
|
2,72
|
3,51
|
2,47
|
3,10
|
29
|
-10
|
14
|
|
2
|
30/8/2007
|
3/9/2007
|
0,64
|
2,69
|
1,52
|
1,83
|
319
|
136
|
183
|
|
3
|
20/9/2007
|
25/9/2007
|
0,36
|
1,84
|
1,04
|
1,19
|
409
|
187
|
230
|
|
4
|
12/10/2007
|
19/10/2007
|
1,43
|
1,38
|
0,96
|
1,06
|
-3
|
-34
|
-26
|
|
5
|
19/10/2007
|
23/10/2007
|
0,36
|
2,14
|
0,81
|
1,00
|
489
|
123
|
173
|
A análise das vazões observada e simuladas durante os
eventos apresentada na Tabela 4 mostra que a maioria das simulações obteve uma
superestimação das vazões médias. Como era esperado, a simulação 2 obteve
melhor resultado na média da vazão durante o evento.
A simulação 2 apresentou um resultado melhor nos eventos,
contudo, foi a simulação 3 que obteve melhor correlação (R2 = 0,89)
devido ao desempenho em todo o período calibrado e não apenas nos eventos.
Com o propósito de analisar a
produção de sedimentos, a Tabela 5 apresenta das simulações das
concentrações de sedimentos em suspensão, infelizmente não foi possível
calibrar esta variável devido a um problema no sensor de sedimento instalado na
microbacia M2, portanto, uma análise foi realizada com as simulações rodadas. Observa-se
na Tabela 5 que a simulação 3 obteve menor pico de CSS e menor média da CSS nos
eventos, como esta simulação apresentou melhor correlação com a vazão simulada,
foi realizada uma comparação da porcentagem da diferença da CSS média nos
eventos em relação à simulação 3.
TABELA 4 – Análise das vazões observada e simuladas
durante os eventos.
|
Evento
|
Início
|
Final
|
Vazão média
observada
(m3/s)
|
Desvio padrão da
vazão observada
|
Vazão média simulada
(m3/s)
|
Desvio padrão para a
vazão simulada
|
% diferença na vazão
média
|
|
1
|
2
|
3
|
1
|
2
|
3
|
1
|
2
|
3
|
|
1
|
21/7/2007
|
28/7/2007
|
0,75
|
0,97
|
0,82
|
0,57
|
0,74
|
1,15
|
0,81
|
1,01
|
10
|
-24
|
-2
|
|
2
|
30/8/2007
|
3/9/2007
|
0,22
|
0,25
|
0,82
|
0,50
|
0,61
|
1,08
|
0,59
|
0,70
|
265
|
126
|
176
|
|
3
|
20/9/2007
|
25/9/2007
|
0,18
|
0,14
|
0,77
|
0,42
|
0,51
|
0,80
|
0,41
|
0,47
|
326
|
136
|
181
|
|
4
|
12/10/2007
|
19/10/2007
|
0,41
|
0,47
|
0,66
|
0,46
|
0,53
|
0,44
|
0,35
|
0,38
|
59
|
13
|
29
|
|
5
|
19/10/2007
|
23/10/2007
|
0,25
|
0,07
|
0,68
|
0,31
|
0,39
|
0,84
|
0,29
|
0,35
|
175
|
23
|
57
|
TABELA 5 – Análise das simulações das concentrações de
sedimentos em suspensão.
|
Evento
|
Início
|
Final
|
Pico da CSS
(mg/l)
|
Média da CSS simulado
(mg/l)
|
Desvio padrão da CSS
simulada
|
% diferença da CSS média
|
|
1
|
2
|
3
|
1
|
2
|
3
|
1
|
2
|
3
|
1
|
2
|
|
1
|
21/7/2007
|
28/7/2007
|
18,11
|
15,78
|
11,06
|
8,42
|
7,24
|
5,99
|
5,61
|
5,16
|
3,47
|
40
|
21
|
|
2
|
30/8/2007
|
3/9/2007
|
16,46
|
13,16
|
9,43
|
9,66
|
7,82
|
6,00
|
4,33
|
3,29
|
2,23
|
61
|
30
|
|
3
|
20/9/2007
|
25/9/2007
|
14,91
|
11,68
|
8,14
|
9,86
|
7,37
|
5,29
|
4,32
|
3,52
|
2,22
|
86
|
39
|
|
4
|
12/10/2007
|
19/10/2007
|
13,65
|
12,26
|
8,54
|
9,94
|
8,53
|
6,26
|
2,71
|
2,70
|
1,64
|
59
|
36
|
|
5
|
19/10/2007
|
23/10/2007
|
15,65
|
11,59
|
7,28
|
9,28
|
7,10
|
4,61
|
4,15
|
3,01
|
1,81
|
101
|
54
|
|
(a) 
|
|
(b) 
|
|
FIGURA 4 – (a) Média da produção de água da
simulação 3 no período entre 01/07/2007 a 01/10/2007; (b) Média da produção
de sedimento da simulação 3 no período entre 01/07/2007 a 01/10/2007.
|
A Figura 4 apresenta a média da produção de água e a média
da produção de sedimento no período calibrado (entre 01/07/2007 e 01/10/2007)
da simulação 3, o resultado das médias de produção foram divididas em 3 faixas:
(1) Produção de água: Alta (2,50 – 2,86 mm), Média (2,25 – 2,50 mm) e Baixa (2,00 – 2,25 mm); (2) Produção de
sedimento: Alta (1,5 – 7,9 kg/ha), Média (0,9 – 1,5 kg/ha) e Baixa (0,1 – 0,9
kg/ha).
A Figura 4 ilustra que a sub-bacia de pinus apresentou alta
produção de água e de sedimento. Em relação à vegetação nativa, do total de sua
área, 68,17% das sub-bacias apresentaram média produção de água e 97,01%
apresentaram baixa produção de sedimento. O resultado dispare foi obtido em
2,59% que representa um sub-bacia com alta produção de água e média de
sedimento, este valor justifica-se devido à alta declividade (25,36%). Em
relação ao pinus novo, do total de sua área, 99,01% das sub-bacias apresentaram
alta produção de água e 57,45% das sub-bacias apresentaram baixa produção de
água, este valor está relacionado à declividade das sub-bacias.
5,
Considerações Finais
O modelo obteve um resultado satisfatório com as
simulações acompanhando o hidrograma observado, no entanto houve uma
superestimação nas vazões de pico e nas vazões médias dos eventos. A simulação
3 atingiu melhor resultado possivelmente pelo fato de que a entrada de dados
climáticos é uma limitação do modelo que necessita de uma série de dados
climáticos extensa para que o ciclo hidrológico estabeleça o equilíbrio e
atinja um resultado satisfatório. A simulação 2 apresentou menor vazão de pico
e menor vazão média e a simulação 3 obteve menor pico de CSS e menor média da
CSS nos eventos. A sub-bacia de pinus apresentou alta produção de água e de sedimento;
em relação as sub-bacias de vegetação nativa, 68,17% apresentaram média
produção de água e 97,01% apresentaram baixa produção de sedimento; em relação
as sub-bacias de pinus novo, 99,01% das sub-bacias apresentaram alta produção
de água e 57,45% das sub-bacias apresentaram baixa produção de água.
Referências
ARNOLD,
J.G.; WILLIAMS, J.R. & MAIDMENT, D.R. Continuous-time water and sediment
routing model for large basins. Hydr. Engin., 121:171-183, 1995.
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J.G.; SRINIVASAN, R.; MUTTIAH, R S. & WILLIAMS, J.R. Large area hydrologic
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34:73-89, 1998.
BENAMAN,
J.; SHOEMAKER, C. A. An analysis of high-flow sediment event data for
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BURTON, A.; BATHURST, J. C. Physically
based modeling of shallow landslide sediment yield at a catchment scale.
E
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