Menu
Home
Fotos
· Snowboard
· Trips e Aventuras
· Surf
Vídeos
Mapas
· Lugares
· Snow
Dicas
· Técnica de Snowboard
· Roupas
· Equipamentos
· Roteiros
· Segurança na Montanha
Centros de Snow
· Vallnord-Andorra
· La Hoya-Argentina
· El Colorado-Chile
· Las Leñas
· California
Recomende
Meio Ambiente
· Poluição do Ar
· Modelagem Hidrológica
· Mapeamento Uso do Solo
Quem Somos
Contato
Busca
Links
Sua Conta
Forum
Classificados
Puchallwan
Aqui você pode encontrar a melhor hospedagem em Esquel, com o carinho do casal Doris e Elvi da Hosteria Puchallwan
Cadastro
Apelido

Senha

Código de Segurança: Código de Segurança
Digite o Código

Ainda não é Cadastrado? Você pode se cadastrar clicando aqui. Como usuário cadastrado você tem algumas vantagens como escolher o Tema do site (template) e enviar comentários com seu nome.
Análise da produção de água e de sedimento em uma microbacia experimental com a aplicação do modelo SWAT




Nadia Hidemi Yano Lopes

Fabio Bertini Godoy
Masato Kobiyama


1. Introdução

O transporte de sedimento pode causar, pelas partículas em suspensão, a degradação da qualidade de água para os usos humanos (consumo, atividade industrial e agrícola, além da recreação); além de impedir a penetração da luz e calor, reduzindo a atividade da fotossíntese necessária à salubridade dos corpos de água e alterar a vida aquática. Ainda, o sedimento do leito pode prejudicar a navegação ou elevar o nível de água provocando enchentes locais mais freqüentemente. No entanto, existe um efeito benéfico, os sedimentos carregam nutrientes, fertilizando terras já formadas e ainda, dependendo da concentração de sedimentos, permite transportar microrganismos ou matéria orgânica que melhora a fauna fluvial (CARVALHO, 1994).

Zabaleta et al. (2007), mostraram a variabilidade na produção de sedimentos em suspensão (SS) em uma bacia hidrográfica de evento para evento, e associaram esta variação a diferentes caminhos em proporção aos fatores físicos e antropogênicos que controlam a produção e o transporte de sedimentos que interagem em cada evento. De acordo com Carvalho (1994), 70% a 90% de todo o sedimento transportado pelos cursos de água ocorrem no período de chuvas, principalmente durante as fortes precipitações.

Portanto, o conhecimento da dinâmica e da qualidade da água e do sedimento transportado é de fundamental importância para estudos na bacia hidrográfica, projetos de obras hidráulicas e estudos ambientais. Quaisquer manejos dos recursos naturais necessitam uma avaliação precisa em relação aos aspectos sedimentológicos, com vistas ao desenvolvimento sustentável.

As áreas propensas à erosão tornam-se desenvolvidas, por isso a necessidade de modelos que possam predizer e prever na escala da bacia hidrográfica o efeito da incidência de erosão e o resultado da produção de sedimentos (BURTON e BATHURST, 1998). Desde modo, o modelo Soil and Water Assessment Tool (SWAT) foi desenvolvido no início dos anos 90 pelo Dr. Jeff Arnold do United States Department of Agriculture (USDA) para auxiliar os gestores de recursos hídricos na avaliação de impactos de manejo e clima no abastecimento de água e na poluição de fontes não pontuais em bacias hidrográficas.

O objetivo do presente trabalho é analisar a produção de água e de sedimentos pelo modelo Soil and Water Assessment Tool (SWAT) numa microbacia experimental escola na região norte do estado de Santa Catarina.

2. Modelo Soil and Water Assessment Tool (SWAT)

O SWAT (Soil and Water Assessment Tool) é um modelo matemático de parâmetro distribuído (quando as variáveis e parâmetros do modelo dependem do espaço e, ou, do tempo) que foi desenvolvido em escala de bacia hidrográfica com a finalidade de predizer o impacto de práticas de manejo do solo em relação à água, sedimento e produção química agrícola em bacias hidrográficas complexas não instrumentadas com variação de solos, usos e coberturas do solo e condições de manejo sobre longos períodos de tempo (SRINIVASAN et al., 1994; NEITSCH et al., 2005). 

O modelo é baseado em uma estrutura de comandos para propagar o escoamento, sedimentos e agroquímicos através da bacia. Os maiores componentes do modelo incluem hidrologia, clima, sedimentos, temperatura do solo, crescimento de plantas, nutrientes, pesticidas e manejo agrícola (ARNOLD et al., 1998). A bacia hidrográfica primeiramente é dividida em sub-bacias com base no relevo e então estas são englobadas em unidades de resposta hidrológica (URH) de acordo com a distribuição dos usos e cobertura do solo e dos solos

O SWAT fornece duas possibilidades de calcular o escoamento superficial: (1) Método da Curva Número (CN) (USDA, 1972) que relaciona o escoamento superficial ao tipo de solo, uso da terra e práticas de manejo (ARNOLD et al., 1995); (2) Método de infiltração Green e Ampt. A produção de sedimentos é estimada pela Equação Universal de Perda de Solos Modificada (Modified Universal Soil Loss Equation - MUSLE) (WILLIAMS et al., 1997).

O modelo necessita de dados de entrada matriciais como modelo digital do terreno (MDT), solos e usos e cobertura dos solos e de dados tabulares como precipitação, temperaturas máxima e mínima, radiação solar, velocidade do vento, umidade relativa. Segundo Machado (2003), a maior limitação ao uso de modelos é a dificuldade em trabalhar a grande quantidade de dados que descrevem a heterogeneidade dos sistemas naturais. Por essa razão, Di Luzio et al. (2001), uma interface foi desenvolvida entre o SWAT e o ArcView.

3. Área de estudo

O presente trabalho está inserido nos projetos “Monitoramento e modelagem hidrossedimentológica de bacias hidrográficas rurais na região serrana catarinense” e “Monitoramento e modelagem hidrossedimentológica da bacia hidrográfica do Alto Rio Negro – Região sul brasileira”, na qual estão instaladas sete microbacias experimentais localizadas nos municípios de Mafra e Rio Negrinho como mostra a Figura 1.

As sete microbacias experimentais estão numa latitude média de 26º 26’ S e longitude média de 48º 08’ W. No município de Rio Negrinho está situada duas microbacias caracterizadas pelo reflorestamento de Pinus taeda (P1 e P2), uma por agricultura de soja (A) e uma mista (M1) caracterizada pelo mosaico dos usos do solo de reflorestamento, agricultura e vegetação pertencente a bacia do rio Feio, existe na bacia do Rio Corredeiras a Fazenda St Alice onde está localizada uma bacia mista (M2). No município de Mafra estão situadas duas microbacias experimentais de vegetação secundária (N1 e N2), que pertencem à bacia hidrográfica do rio Bituva Papuã. Kobiyama et al. (2007) explicaram que estas microbacias foram construídas para entender as influências hidrológicas dos diferentes usos do solo nesta região caracterizada economicamente com reflorestamento de pinus e ambientalmente com Floresta Ombrófila Mista.

 

FIGURA 1 – Localização das microbacias experimentais.

 

No Planalto Norte Catarinense predomina o clima do tipo Cfb, segundo Köppen, que se caracteriza por ser temperado, constantemente úmido, sem estação seca e com verão fresco (temperatura média do mês mais quente < 22ºC). A temperatura média anual varia de 15,5ºC a 17,0ºC, a precipitação pluviométrica total anual pode variar de 1.360 a 1.670 mm, com o total anual de dias de chuva entre 138 e 164 dias. A umidade relativa do ar pode variar de 80 a 86,2% (Epagri/Ciram, 2006).

Esta região apresenta a altitude média de 792m. A formação geológica predominante são rochas sedimentares paleozóica (arenito e folhelho) que demonstram estratificação horizontal, e o relevo geral é moderado com a presença de pântanos nas áreas de cabeceiras (KOBIYAMA et al., 2007). A Floresta Ombrófila Mista é o tipo de formação florestal predominante na área de estudo e caracterizava-se, principalmente, pela presença da araucária (Araucaria angustifolia) no estrato superior e por uma submata heterogênea formada por imbuia (Ocotea porosa), canela sassafrás (Ocotea odorifera) e xaxim (Dicksonia sellowiana) (MEDEIROS et al., 2004).

A microbacia M2 apresenta uma área de 856,20 ha com altitude variando de 837 a 1010m e declividade média de 2,05m/m. O uso predominante é de Pinus taeda com 55,45% de pinus novo (variando de 2 a 5 anos) e 2,53% de pinus velho com cerca de 20 a 25 anos. O restante da bacia é coberto pela vegetação nativa que abrange 42.02%.

De acordo com a EMBRAPA (2004), na microbacia M2 predomina-se a Associação Cambissolo Álico Tb A proeminente com textura argilosa junto ao solo Litólico Álico A proeminente com textura média com 71,29%, seguido pelo Cambissolo álico Tb A proeminente com textura média com 21,27% e pelo Cambissolo álico Tb A moderado com textura argilosa que representam 7,44%.

 

FIGURA 2 – Uso do solo da microbacia M2.

 

A concentração de sedimentos em suspensão (CSS) (mg/l), a altura de lâmina de água (m) e a precipitação (mm) têm sido continuamente monitoradas pelas estações fluviométricas, que foram instaladas no exutório de cada microbacia experimental, e pluviométricas desde novembro de 2006. Estas variáveis são registradas no intervalo de 10 minutos e armazenadas num datalogger.

No presente trabalho foi analisado os dados coletados da microbacia M2. A medição de vazão foi realizada pela determinação da curva-chave com extrapolação pelo método de Stevens pelas Eq. (1) e Eq. (2)

                                                                                           Eq.(1)

na qual AR1/2 é p fator geométrico e H é a altura de lâmina de água (m).

                                                                                      Eq.(2)

na qual Q é a vazão (m3/s).

As curvas de nível no formato shapefile na escala 1:25.000 com coordenadas geográficas UTM e projeção SAD69 e espaçadas de 10 em 10 metros foram interpoladas no ArcGIS com o modelo de interpolação TIN (Triangular Irregular Network), posteriormente este arquivo foi transformado para dado matricial com resolução de 10 m. O mapa de solos da Embrapa (2004) e o mapa de uso do solo gerado a partir de ortofotos do mês de abril de 2006 cedidos pela Prefeitura de Rio Negrinho foram transformados em dados matriciais com a mesma resolução do MDT.

Foram realizadas 3 simulações para analisar o desempenho do modelo como mostra a Tabela 1. A simulação 1 consistiu em inserir dados pluviométricos com intervalo de 10 minutos com a finalidade de simular a vazão superficial pelo método de Green e Ampt e o restante dos dados climáticos diários entre 27 de janeiro a outubro de 2007 . A simulação 2 utilizou dados diários de precipitação das estações da St Alice, Bituva e Feio desde setembro de 2006 até novembro de 2007, os dados pluviométricos faltantes foram simulados com o gerador climático com os dados médios cedidos gentilmente pelo Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (CIRAM) pertencente à Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI). A simulação 3 consistiu em utilizar dados diários de precipitação das estações da St Alice e da empresa Battistella desde janeiro de 2006 até novembro de 2007.

 

TABELA 1 – Análise das vazões de pico observada e simuladas.

 

Simulação

Intervalo de dados de precipitação

Estações pluviométricas utilizadas

Método de simulação que gera o escoamento superficial

Período simulado

1

10 minutos

St Alice

Green e Ampt

Jan/07 a Out/07

2

diário

St Alice, Bituva e Feio

Curva Número

Set/06 a Out/07

3

diário

St Alice e Batistella

Curva Número

Jan/06 a Out/07

 

A calibração foi efetuada para o período compreendido entre julho de 2007 a outubro de 2007.

4. Resultados e discussões

A microbacia foi delimitada automaticamente pelo software ArcView e foi dividida em 49 sub-bacias baseadas no MDT. A URH foi definida de acordo com o uso e o solo predominante presente em cada sub-bacia. Isto resultou em um número de URH igual ao número de sub-bacias.

Os parâmetros utilizados para a calibração foram em relação: (1) Ao solo: condutividade hidráulica saturada e quantidade de água disponível no solo; (2) A rugosidade: ‘n’ de Manning para o rio principal e seus tributários, ‘n’ de Manning para os usos e cobertura do solo; (3) A água subterrânea: coeficiente de recessão; e (4) Ao manejo: curva número. A Tabela 2 apresenta o resultado das simulações calibradas com α = 0,05 e p = 0,00.

 

TABELA 2 – Análise das vazões observada e simuladas.

 

Simulação

r2

p

α

Equação

1

0,45

0,00

0,05

QObservada = 4,15+1,64, QSimulada1

2

0,52

0,00

0,05

QObservada = 1,71+1,50, QSimulada2

3

0,59

0,00

0,05

QObservada = 1,13+1,89, QSimulada3

 

Percebe-se que a simulação 3 atingiu melhor resultado possivelmente pelo fato de que a entrada de dados climáticos é uma limitação do modelo que necessita de uma série de dados climáticos extensa para que o ciclo hidrológico estabeleça o equilíbrio e atinja um resultado satisfatório.

Observa-se na Figura 3, que apresenta as vazões observada e simuladas no período entre 01/07/2007 a 01/10/2007 e a correlação entre a vazão observada e a vazão simulada 3, que as simulações acompanharam o hidrograma observado, no entanto superestimaram as vazões de pico.

Por este motivo, as vazões de pico e as vazões médias foram analisadas para quantificar esta variação, e o resultado encontra-se nas Tabelas 3 e 4.

 

(a)

(b)

FIGURA 3 – (a) Vazões observada e simuladas no período entre 01/07/2007 a 01/10/2007; (b) Correlação entre a vazão observada e a vazão simulada 3.

 

O resultado da Tabela 3 mostra que a maioria das simulações obtiveram uma superestimação dos eventos, com exceção do evento 4, na qual houve uma subestimação. A simulação 2 obteve melhor resultado na vazão de pico. A superestimação da vazão de pico também foi encontrada no trabalho de Benaman e Shoemaker (2005).

 

TABELA 3 – Análise das vazões de pico observada e simuladas.

 

Evento

Início

Final

Vazão de pico

observada

(m3/s)

Vazão de pico simulado

(m3/s)

% diferença na vazão de pico

1

2

3

1

2

3

1

21/7/2007

28/7/2007

2,72

3,51

2,47

3,10

29

-10

14

2

30/8/2007

3/9/2007

0,64

2,69

1,52

1,83

319

136

183

3

20/9/2007

25/9/2007

0,36

1,84

1,04

1,19

409

187

230

4

12/10/2007

19/10/2007

1,43

1,38

0,96

1,06

-3

-34

-26

5

19/10/2007

23/10/2007

0,36

2,14

0,81

1,00

489

123

173

 

A análise das vazões observada e simuladas durante os eventos apresentada na Tabela 4 mostra que a maioria das simulações obteve uma superestimação das vazões médias. Como era esperado, a simulação 2 obteve melhor resultado na média da vazão durante o evento.

A simulação 2 apresentou um resultado melhor nos eventos, contudo, foi a simulação 3 que obteve melhor correlação (R2 = 0,89) devido ao desempenho em todo o período calibrado e não apenas nos eventos.

Com o propósito de analisar a produção de sedimentos, a Tabela 5 apresenta das simulações das concentrações de sedimentos em suspensão, infelizmente não foi possível calibrar esta variável devido a um problema no sensor de sedimento instalado na microbacia M2, portanto, uma análise foi realizada com as simulações rodadas. Observa-se na Tabela 5 que a simulação 3 obteve menor pico de CSS e menor média da CSS nos eventos, como esta simulação apresentou melhor correlação com a vazão simulada, foi realizada uma comparação da porcentagem da diferença da CSS média nos eventos em relação à simulação 3.


TABELA 4 – Análise das vazões observada e simuladas durante os eventos.

 

Evento

Início

Final

Vazão média observada

(m3/s)

Desvio padrão da

vazão observada

Vazão média simulada

(m3/s)

Desvio padrão para a vazão simulada

% diferença na vazão média

 

1

2

3

1

2

3

1

2

3

1

21/7/2007

28/7/2007

0,75

0,97

0,82

0,57

0,74

1,15

0,81

1,01

10

-24

-2

2

30/8/2007

3/9/2007

0,22

0,25

0,82

0,50

0,61

1,08

0,59

0,70

265

126

176

3

20/9/2007

25/9/2007

0,18

0,14

0,77

0,42

0,51

0,80

0,41

0,47

326

136

181

4

12/10/2007

19/10/2007

0,41

0,47

0,66

0,46

0,53

0,44

0,35

0,38

59

13

29

5

19/10/2007

23/10/2007

0,25

0,07

0,68

0,31

0,39

0,84

0,29

0,35

175

23

57

 

TABELA 5 – Análise das simulações das concentrações de sedimentos em suspensão.

 

Evento

Início

Final

Pico da CSS

(mg/l)

Média da CSS  simulado

(mg/l)

Desvio padrão da CSS simulada

% diferença da CSS média

1

2

3

1

2

3

1

2

3

1

2

1

21/7/2007

28/7/2007

18,11

15,78

11,06

8,42

7,24

5,99

5,61

5,16

3,47

40

21

2

30/8/2007

3/9/2007

16,46

13,16

9,43

9,66

7,82

6,00

4,33

3,29

2,23

61

30

3

20/9/2007

25/9/2007

14,91

11,68

8,14

9,86

7,37

5,29

4,32

3,52

2,22

86

39

4

12/10/2007

19/10/2007

13,65

12,26

8,54

9,94

8,53

6,26

2,71

2,70

1,64

59

36

5

19/10/2007

23/10/2007

15,65

11,59

7,28

9,28

7,10

4,61

4,15

3,01

1,81

101

54

 

 

 


(a)

(b)

FIGURA 4 – (a) Média da produção de água da simulação 3 no período entre 01/07/2007 a 01/10/2007; (b) Média da produção de sedimento da simulação 3 no período entre 01/07/2007 a 01/10/2007.

A Figura 4 apresenta a média da produção de água e a média da produção de sedimento no período calibrado (entre 01/07/2007 e 01/10/2007) da simulação 3, o resultado das médias de produção foram divididas em 3 faixas: (1) Produção de água: Alta (2,50 – 2,86 mm), Média (2,25 – 2,50 mm) e Baixa (2,00 – 2,25 mm); (2) Produção de sedimento: Alta (1,5 – 7,9 kg/ha), Média (0,9 – 1,5 kg/ha) e Baixa (0,1 – 0,9 kg/ha).

 

 

A Figura 4 ilustra que a sub-bacia de pinus apresentou alta produção de água e de sedimento. Em relação à vegetação nativa, do total de sua área, 68,17% das sub-bacias apresentaram média produção de água e 97,01% apresentaram baixa produção de sedimento. O resultado dispare foi obtido em 2,59% que representa um sub-bacia com alta produção de água e média de sedimento, este valor justifica-se devido à alta declividade (25,36%). Em relação ao pinus novo, do total de sua área, 99,01% das sub-bacias apresentaram alta produção de água e 57,45% das sub-bacias apresentaram baixa produção de água, este valor está relacionado à declividade das sub-bacias.

 

 

 

5, Considerações Finais

O modelo obteve um resultado satisfatório com as simulações acompanhando o hidrograma observado, no entanto houve uma superestimação nas vazões de pico e nas vazões médias dos eventos. A simulação 3 atingiu melhor resultado possivelmente pelo fato de que a entrada de dados climáticos é uma limitação do modelo que necessita de uma série de dados climáticos extensa para que o ciclo hidrológico estabeleça o equilíbrio e atinja um resultado satisfatório. A simulação 2 apresentou menor vazão de pico e menor vazão média e a simulação 3 obteve menor pico de CSS e menor média da CSS nos eventos. A sub-bacia de pinus apresentou alta produção de água e de sedimento; em relação as sub-bacias de vegetação nativa, 68,17% apresentaram média produção de água e 97,01% apresentaram baixa produção de sedimento; em relação as sub-bacias de pinus novo, 99,01% das sub-bacias apresentaram alta produção de água e 57,45% das sub-bacias apresentaram baixa produção de água.

Referências

ARNOLD, J.G.; WILLIAMS, J.R. & MAIDMENT, D.R. Continuous-time water and sediment routing model for large basins. Hydr. Engin., 121:171-183, 1995.

ARNOLD, J.G.; SRINIVASAN, R.; MUTTIAH, R S. & WILLIAMS, J.R. Large area hydrologic modeling and assessment part I: model development. J. Am. Water Res. Assoc., 34:73-89, 1998.

BENAMAN, J.; SHOEMAKER, C. A. An analysis of high-flow sediment event data for evaluating model performance. Hydrological Processes, 19: 605 – 630, 2005.

BURTON, A.; BATHURST, J. C. Physically based modeling of shallow landslide sediment yield at a catchment scale. E









Copyright © por Snowboard Brasil Todos os direitos reservados.

Publicado em: 2008-05-09 (128 vizualização(ões))

[ Voltar ]
Content ©

Home | Vídeos | Fotos | Links | Dicas |Contato

© 2002-2006 - Snowboard Brasil - Todos os direitos reservados

PHP-Nuke Copyright © 2005 by Francisco Burzi. This is free software, and you may redistribute it under the GPL. PHP-Nuke comes with absolutely no warranty, for details, see the license.
Tempo para gerar esta página: 0.36 segundos